quarta-feira, 8 de Outubro de 2008

Quem paga as suas dívidas... enriquece.

Enriquece?... Sim, pelo menos o ditado assim o diz. Mas nos tempo actuais, a lógica é outra.



Hoje, (parece que) pagar as dívidas que assinámos e hipotecámos é privarmo-nos daquilo a que é «obrigatório» acudir para te uma vida boa.
Deve ser por isso que é banal estar endividado por tudo e por nada, ter cartões de crédito, de débito, de desconto, de cliente... Apenas para gerar consumismo. As empresas, sejam elas quais forem, anseiam pelo dinheiro da nossa carteira, ou nosso compromisso com o futuro... Nem que sejam futilidades, tudo é bom para pôr a economia a girar, ou melhor a «gerar riqueza», como diz o jargão económico. As fábricas de automóveis encerram por alguns dias para conter a produção de novos carros, por falta de procura... mundial, e parece que é uma tragédia... É só um exemplo. Essas mesmas marcas, estão-se borrifando para a contrução dos carros que realmente interessam às pessoas e ao planeta. Mesmo sem sabermos muito, como consumidores finais individuais, suspeitamos que há muitíssimo que pode mudar desde já, neste capítulo dos «carros». Quem melhor dos que os grandes produtores para saber o que se pode fazer desde já em alternativa ao petróleo? No entanto, esses gigantes mesquinhos da indústria ainda esperam que eu trabalhe para eles... comprando-lhes as porcarias que produzem (devidamente embrulhadas e perfumadas). Vou manter o(s) meu(s) velho(s) carrinho(s), poupadinho(s). Para já, invisto em mim, no que é essencial...

Ontem fui ao banco. Tinha pensado, e falado com a minha «patroa», que valia a pena «amortizar» a dívida da casa ao banco. Sou um português vulgar... acho eu: pelo menos tenho um empréstimo bancário para compra de casa.... (Quanto ao resto... não sei...)


Não é que saí da CGD perplexo com a tentativa, por parte da minha gestora de conta, de me dissuadir de «gastar» tal dinheiro em pagamento antecipado da minha casa. Pretendia ela que eu abrisse um depósito a prazo (muito menos remunerado) ou que em última análise guardasse (no banco, claro) aquele dinheiro para uma necessidade, pois nunca se sabe... se calhar, para comprar um carro novo!


E, no entanto, temos a conjuntura que temos, temos o os bancos a «dar o berro» e as famílias sobre-endividadas...


Ela há cada uma...
O que tu queres sei-o eu!


PS. Uma das vantagens de viver na Beira interior é a de poder viver a um ritmo menos frenético do que os lisboetas, por exemplo. E, sobretudo, é viver mais alheado do consumismo dos grandes centros.